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O Caminho da Fé é uma ótima opção de Cicloturismo e tem sido reconhecido como a melhor adaptação do Caminho de Santiago de Compostela, trajeto de peregrinos de 800 quilômetros que vai da fronteira da França até Santiago de Compostela. A diferença é que a rota fica no Brasil e tem um nível de dificuldade maior. É uma peregrinação no meio da natureza capaz de fascinar tanto fiéis como os céticos, que procuram apenas paz interior e uma agradável viagem de bicicleta.

O caminho foi criado em 2013 e atrai cerca de três mil pessoas por ano entre caminhantes e ciclistas. No princípio, ele ligava duas cidades importantes para a religião católica: Tambaú – local onde viveu Padre Donizete – e Aparecida do Norte – cidade padroeira do Brasil – as duas no estado de São Paulo. Mas, com o passar dos anos, o caminho ganhou novas vertentes.

As primeiras cidades incluídas foram Sertãozinho (ramal noroeste), São Carlos (ramal oeste) e Mococa (ramal norte), que servem como pontos de início e também ficam em São Paulo. Os ramais oeste e noroeste se unem próximo ao distrito de São Roque da Fartura, município de Águas da Prata, também em São Paulo, e seguem juntos até Aparecida. O ramal noroeste se une ao caminho na altura de Tambaú. Em 2010, o percurso ganhou mais dois pontos de início: Aguaí e Divinolândia. Ambas ficam em São Paulo e passam por Águas da Prata, seguindo até Aparecida do Norte.

Qualquer um dos trajetos que você escolher, será inesquecível. Nos mesmos moldes do Caminho de Santiago, o Caminho da Fé está estruturado em uma linha que passa, preferencialmente, por caminhos de terra. O percurso completo atravessa vilarejos, rios, cachoeiras e bosques em meio às belas paisagens. Ele mostra o verdadeiro tipo do interior do Brasil, religioso e hospitaleiro, acompanhado sempre de cenas tipicamente rurais, com rebanhos de gado congestionando a estrada, cachorros latindo para proteger propriedades e muitas, mais muita, subida. São mais de 8 mil metros de desnível acumulado.

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Ao longo de todo o trajeto, há sempre setas amarelas e/ou placas informativas. As setas guiam os peregrinos entre as cidades e dentro delas, seguindo até a porta das pousadas que são credenciadas e comprometidas com o projeto do Caminho da Fé. O caminho é bem sinalizado. As setas podem estar pintadas no chão, em postes de luz, muros, cercas, árvores e até cupinzeiros. Mas é legal pegar um guia do percurso que comenta cada trecho. Mesmo que o vandalismo ou as intempéries destruam um ou outro sinal, a planilha sempre será um recurso válido.

Como o caminho foi planejado, primeiramente, para caminhantes, alguns trechos podem não ser apropriados para bicicletas, então, o ideal é seguir por outro trecho. Isso é bastante normal também no Caminho de Santiago. Respeite os caminhantes e tenha muito cuidado, principalmente nas descidas. Respeite também as propriedades privadas. Há muitos trechos que passam por elas. É legal deixar porteiras e cancelas como as encontrou, sejam abertas ou fechadas. Isto é sua responsabilidade.

São emitidas credenciais para ciclistas que vão percorrer o caminho. Elas servem como uma identificação do peregrino e dá direito a descontos em várias hospedagens. Também servem para colecionar carimbos que provam a realização do circuito. Ao final, em Aparecida, você pode solicitar um certificado de conclusão do Caminho da Fé, que é confeccionado pela própria Igreja. Seja qual for o ponto por onde se deseje começar o caminho, é importante informar-se onde pode ser adquirida a credencial do peregrino.

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Para conseguir finalizar o percurso, há alguns requisitos básicos. Você precisa ter uma bicicleta para trilhas, como a mountain bike. Você também precisa estar bem preparado fisicamente, pois o caminho tem subidas íngremes e intermináveis. Por último, é preciso não se importar em passar a noite em hospedagens simples e com poucos recursos, mas que tornam a viagem bem mais interessante.

Um fator importante sobre a hospedagem é a questão de disponibilidade. É legal verificar se nas cidades escolhidas para hospedagem não está acontecendo nenhuma festa ou evento. Caso esteja, você pode ter problemas com vagas em hotéis e pousadas. Isso é mais frequente nos meses de junho e julho nas cidades do interior de Minas Gerais.

Em praticamente todas as cidades, há oficinas de bicicletas, onde é possível fazer pequenos reparos. Por isso, não é necessário levar pneus, correntes ou qualquer outra peça sobressalente. Mas alguns itens podem ser levados para facilitar no caminho, como câmara de ar reserva, bomba de encher pneu, chave Allen, kit remendo com espátula para tirar o pneu e uma chave para arrumar a corrente.

Uma dica importante é tirar a poeira da bicicleta com uma escova e lubrificar após cada jornada. Além disso, sua bicicleta deve estar revisada e em perfeitas condições de uso. Isso porque, qualquer incidente que possa ocorrer durante o Caminho da Fé, é de responsabilidade do ciclista. As Administrações Municipais, por onde passa o trajeto, não se responsabilizam.

É importante também utilizar roupas que sejam, especialmente, feitas para ciclistas. Para fazer trilhas, o ideal é usar roupas com proteção solar e com tecidos resistentes para não rasgar tão fácil, mas que possuem uma fácil transpiração e auxiliam para manter o ciclista seco. As roupas também precisam ser confortáveis e versátil. Alguns itens de segurança também precisam ser usados, como capacete, luvas, caneleiras e protetores para os braços.

Depois de todas as nossas informações e dicas, você se sente pronto para o Caminho da Fé? A gente tem certeza que sim! Não tenha medo. Pega a sua bike e vá aproveitar os caminhos maravilhosos do nosso Brasil.