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Um grupo diferente de ciclistas vem crescendo nos últimos anos nas grandes metrópoles mundo afora. São os adeptos das bicicletas de pinhão fixo, também chamadas de Fixas. Apesar de parecerem bicicletas convencionais a primeira olhada, elas diferem em diversos aspectos. A principal diferença é a catraca, que gira em conjunto com a roda traseira, como nas bicicletas de pista, ou seja, as bikes Fixas não tem roda traseira livre.

Elas são chamadas de Fixas porque só têm uma marcha: o câmbio é “fixo”. A maioria das bicicletas usa o sistema de “roda livre”: você pedala para frente, mas, quando pára de pedalar, pode descansar os pés em cima dos pedais enquanto as rodas seguem girando mesmo com os pedais parados. Nas bikes Fixas, enquanto a roda girar o pedal também irá girar, seja para frente ou para trás. Por isso, elas até permitem que o ciclista dispense o freio manual, basta usar o pedal para diminuir a velocidade ou travar os pedais para pará-la de uma vez.

A bicicleta Fixa não é para atingir grandes velocidades na cidade, pois caso tenha a necessidade de frear com urgência, você não conseguiria. Mas, por serem leves, ágeis, demandarem de baixa manutenção e não terem peças “roubáveis”, elas são muito utilizadas em Nova Iorque pelos famosos bike messengers, que atravessam a cidade em alta velocidade, desviando de tudo e de todos com extrema agilidade.

Além de Nova Iorque, a cultura das Fixas nasceu e cresceu também com os bike messengers de Londres. Essas cidades são ideias para o uso das bikes Fixas, já que têm relevo, relativamente, plano e dispensam bicicletas com marchas. A febre das Fixies saiu do mundo das entregas expressas para contaminar ciclistas de Tóquio, Madri, Santiago, Varsóvia, Los Angeles e, mais recentemente, Pequim, na China, onde é possível comprar uma fixa pelo equivalente a R$ 275. Nessas grandes cidades, as Fixas são usadas para ir ao trabalho, nos deslocamentos urbanos, para ir à baladas, em cicloviagens e até para jogar bike polo, esporte praticado com Fixas e que tem crescido bastante.

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No Brasil, a cultura das bikes Fixas chegou há alguns anos e ganhou muitos adeptos. Atualmente, há grupos organizados em São Paulo, Curitiba e no Rio de Janeiro, que já conta com três times de bike polo. Em São Paulo, por exemplo, são cerca de 500 pessoas que usam a bicicleta Fixa por curtição e como meio de transporte urbano. Já na capital paranaense, o ponto de encontro dos fixeiros é no Paço da Liberdade e promove pedaladas na estrada e sobem a Serra da Graciosa.

Mais que uma moda, os usuários da bike Fixa tem uma cultura própria com atitudes bem diferentes dos demais ciclistas. Primando sempre a leveza e simplicidade, os fixeiros capricham nos detalhes, do quadro com pintura especial e selim de couro até o vestuário. A maioria das Fixas são customizadas, e às vezes até montadas em casa com peças compradas. Os apaixonados por Fixas, pedalam bikes bem despojadas e na maioria das vezes bem coloridas. A cor está muito presente em componentes como aros, rodas, selins, guidões, pneus, manoplas, etc. O dono de uma Fixa costuma ter muito orgulho de sua bicicleta.

Quem passa a usar uma bicicleta Fixa, começa a fazer parte de um novo universo, interessante e diversificado. Esse universo envolve muito mais que só a bicicleta. Há toda uma cultura ao redor, que inclui moda, comportamento e ideologia.